Guapé, cidadezinha bonita banhada pelo Rio Grande. Uma igreja vistosa, uma praça formosa, um canteiro entre as serras e, nessa terra, era sempre primavera para um povo feliz. É isso que a história diz e diz que, de repente, virou gente assustada, desordenadamente fugiu da enchente. Rompeu-se a tranquilidade, perdeu-se o endereço. Partiu uma procissão de infelizes, ficou sem chão uma plateia de infelizes. Uma cidade perdida onde tudo foi despedida.
Juntou-se ao que sobrou da Cidade Velha, a Cidade Nova, e como criança aprendeu a sorrir, a andar, renasceu. E assim, depois de anos, o sol, a lua e as estrelas clareiam Guapé, e do alto, a gente vê uma das mais belas paisagens de Minas Gerais.
O povo de Guapé escreveu a sua história, e que história! Não virou apenas um retrato de parede, é um álbum de muitas páginas e, nas páginas recentes, o encantamento, a alegria, a poesia, a paisagem se enfeitando, os visitantes admirando, a juventude sonhando. Guapé! A lindeza do sul das Minas Gerais!
Texto: Soninha



