UMA NOITE...UM BAILE...UM LUGAR DO PASSADO... O LUGAR era no antigo ''Clube Dos 70'',lá na Cidade Velha.O Conjunto Musical era formado por músicos guapeenses, o retrato que registra o belo momento foi clicado por Luiz Antônio Jorge, o queridíssimo Luizinho do João Bejamim, certamente não imaginou que seria o único registro até hoje encontrado com os músicos no palco e os casais bailando pelo salão.
ERA a oportunidade dos moços terem as amadas nos braços,sentirem o perfume dançando uma rancheira, um bolero.Havia muito respeito e antes do baile acontecer, contava-se os dias nos dedos, sonhava-se muito e a preparação já era o sonho se realizando.
NO PALCO estão, meu pai na sanfona, Tião Cirino no violão, o Dinda da Maruca,de camisa branca,o Juca da Maruca, a Beca, o Jorge Zacarias, não sei quem são os outros, e rodopiando percebo o Reginaldo dançando, o Reginaldo Passos Silva de par com uma donzela.Percebe-se o trato de todos no visual, ternos, vestidos bem costurados, cabelos carinhosamente penteados e nesse batidão varavam a noite.
A BECA tinha voz perfeita e era cantora em seu coral na igreja, seu irmão era famoso também. Assim, com talento e alegria, faziam a alegria de muitos,na época,só existiam para encontros, namoros, as quermesses,o cinema,o depois das missas, os bailes, a praça,moça não frequentava bares.
Está aí o retrato de um momento de emoção com a música tocando cada coração, porque uma noite de baile,era um mesmo precioso acontecimento.
DE meu papai Itamar,entendo bem, era um excelente músico, tocava de ouvido, sanfona, violão e bandolim.Estava sempre animando bailes na redondeza,morava no Araúna,arraial, aqui encostadinho, veio pra cidade um ano antes das águas, e era assim, baile aqui, baile lá, em Capitólio, Santo Hilário, em casas de roça, onde fosse chamado.
AO LuizinhoBejamim, a História de Guapé agradece esse belíssimo registro no antigo clube hoje submerso. CLUBE DOS 70! Por que 70? O nome surgiu porque teve início com 70 sócios.Fez a alegria de tantas pessoas.Viva a música,a dança e benvinda sempre a ilusão.
ACHO nostálgica a cena, mais ainda, porque sei, todos já bateram asas.




