Texto de: Wenceslau Ávila
MINAS GERAIS, QUEM TE CONHECE NÃO ESQUECE JAMAIS...
Estimo já ter passado mais de 70% da minha vida fora das Minas Gerais! Espairecer, descansar, curtir? A mente não foge: é Minas Gerais. Passar quase uma vida longe de Minas Gerais não basta pra fazer esquecer o sabor do frango caipira com quiabo (e angu, e fava, e alecrim...), da beleza de um poço de córrego com água transparente onde lambaris evoluem como um corpo de balé, fugindo ágeis, das tubaranas que se não os comem, os assustam , é ter saudade da terra, à sombra de um “bambuzeiro”, coberta de folhas convidando para construir ali cercas, porteiras, barracões, tudo em miniatura como se fosse a mais linda das fazendas, sempre prestando muita atenção porque nossas mães nunca se cansavam de nos alertar, dizendo que cobras adoram a sombra dos “bambuzeiros”, algo em que ninguém acredita até o dia em que se depara com a primeira. Quando se sai de Minas nunca mais se fica em nenhum outro lugar: você pode ir até o limite do planeta que você volta, como esses personagens intergalácticos que mesmo estando nos limites do universo, conseguem voltar às suas bases. Se fosse diferente a história não teria sentido (ou fim!).






