Texto de Wenceslau Ávila
Pessoas existem que passam pelas nossas vidas como se fosse um relâmpago: chegam, invadem tudo, ocupam todos os espaço e, quando se começa a acostumar...já foram embora! Sobram as noites de insônia ou mesmo aquelas, sem sono, onde nos esforçamos para entender o que de fato aconteceu e porquê. Outras chegam, ocupam o espaço, continuam presentes, nos alugam a paciência, o tempo e, também vão embora! E nós aqui, deixados para trás ficamos a nos perguntar o porquê, o como ... Em ambas as situações somos nós, os que ficamos, que “pagamos o pato”, que ficamos com o ônus! E a pergunta “porque comigo”? Qualquer que seja a resposta, ficamos e ficaremos sempre agradecidos, felizes por tudo isto ter acontecido conosco. Nós somos e seremos eternamente credores do que, os outros, nos reservam ou podem nos proporcionar! Como seria muito mais fácil, se pudéssemos não depender de quem quer que seja! Mas também poderíamos afirmar: como seria sem graça não depender de quem quer que seja! “Não depende de nós que tudo dependa de nós” já dizia o grande filósofo francês Michel Serres. Hoje, eu, você somos os únicos responsáveis por tudo que nos acontece, inclusive por tudo que sentimos, então....bem, então é melhor refletir a respeito. Quanto mais avanço na minha vivência das relações humanas, na descoberta e na interação com as pessoas, sinto que sou um privilegiado, e na condição de privilegiado percebo o quanto as pessoas, a maioria delas, parece que esperam alguém (desculpe a falta de modéstia, como eu) como eu, para avançar nas suas descobertas, nas suas vivências de um mundo com mais interação, com mais aproximação entre todos. Como eu gostaria de ser o “renard” (a raposa) do Saint-Exupéry, para fazer com que, por saber o que significa apprivoiser (criar laços), conquistar todas as pessoas que gravitam, à minha volta ou ainda, fazer com que as pessoas, as cem mil outras pessoas(do Pequeno Principe), que gravitam à minha volta constituam mais do apenas números. Boa noite!

