Texto de Marcelo Lagoa
ERA UMA VEZ...
Foi calçar a botina… O dedo estava doendo. Cutucou o bicho-de-pé com canivete Que usou para capar o porco lá no banhado. Caprichou na carga, e a carroça gemeu Sob o peso da carcaça de porco. Envolveu com um pedaço roto de lona A rodilha de linguiças, que botou por cima da carga. Encaixou o latão de leite in natura: 50 litros E a carroça pendeu para um lado. Equilibrou a carga empilhando na outra banda Um quarto de boi e a costela de vaca. Enfrentou barro e chuva, O frio e a poeira, Para levar “de comer” ao povo da cidade. Perguntaram se tinha o selinho SIF Mas de Selinho só conhecia dois: O que deu na esposa, ao sair para a cidade E aquele das cartas, que nem se usa mais, Pois as notícias vem pela boca do “fio” Que agora usa o tal de What Zap; Mas “selinho SIF”, ele nunca soube o que era. Então tomaram-lhe as Carnes A Linguiça e o Leite E num arroubo de arrogância Condenando o ganha-pão do caipira, Certos "fiscais" do Governo Acenderam a fogueira E queimaram sem dó, Pois era tudo “IMPRÓPRIO PARA O CONSUMO”.
LEU TODO O TEXTO?
Os Grandes Frigoríficos do país e sua rede de associados (hoje todos investigados pela PF) Agradecem a sua atenção.







