RECORDANDO NOSSA VISITINHA
BEIJINHO DE CÁ...BEIJINHO DE LÁ...TRÊS PRA NÃO CASAR
A Flávia do Gastão, Rainha da soja, mora lá em Tocantins, Palmas, e palmas para ela, é boa, é bonita e juntas fomos visitar a Edna do Dute, uma excelente professora de Ciências e hoje estudante de música e que apesar do carinho e do tamanho da cidade, na casa dela eu nunca tinha ido. E a Flávia casou e mudou, nem endereço deixou, nunca mais se encontraram.
A Edna do Dute foi minha vizinha na Rua Araúna, esquina da Rua do Buracão e temos muitas histórias. As casas onde morávamos estão lá do mesmo jeitinho.Muitos anos se passaram, mas agora, vou falar da visita nossa. Avisei. Reavisei.Falei que a gente ia sem marcar: _Cêis vem que dia memo? _Nóis vai nessa nessa semana. _Avisa, pra mode eu num arredá daqui. Avisa. _Tá bão,Edna, quinta ou sexta, depois marco a hora, parece que visita marcada fica mais chique. _Combinado, ocêis avisa. _Ah! Quer saber? Fica combinado,Edna. Sexta, três da tarde. _Em ponto? _Em ponto, hora que o ponteiro chegar no 3.
Cheguemos. A Flávia apertou a campainha,mas não ouvimos o baruinho, mas, com nosso ti ti ti, o Roberto Costa, o cônjuge, todo sorridente abriu a porta e nos recebeu avisando:
_Nossa! Ocêis querdita que as maritacas comeram os fios da campaiiiiiinha? Ezé danada! _Num querdito!Mas que coisa,hein?Bem cô num escutei o baruinho da campainha... _Então,Sá! É emendá os fio e eza cumê. Larguei de mão de emendá.
Nisso apontou a Edna: _kkkkkkkkkkkkkkk!!! É memo! E é cada maritaca bicudinha...Pica tudo.kkkkkkkkkkkk!!!Já arrumemo um tantão de vez.
O cônjuge: _Bamo entrano, bamo pa cozinha, gente, a Edna tá assano uns trem.Faz três dias que ela tá quitandando. _É memo, eu pensei, do jeito ca Soninha é trapaiada, marca pa DISPOIS e vem INHANTES. Bamopralá.
A Flávia: _Nossa! Mode que preocupar com quitanda? Que isso? Não precisava,né,Soninha? _Precisava,sim,Flávia. É tão bão um café reforçado e é nossa primeira visita aqui na Edna. Ela tá certa. _Mas num carecia quitandá. _Carecia, sim, Flávia. _Café cum carqué coisinha, pão de sal, já tava bão. _Pão de sal de tarde, não. _Ocê é muito custosa. _Flávia, caladinha,taoquêi?
Esqueci de relatar, INHANTES teve um tanto de beijo e abraço. E DISPOIS...Na cozinha... Na mesa... Geeeeeente!!! Um tanto de trem de cumê.Tinha comida de turco, café, refrigerante, torta que ela aprendeu cu Edu Guedes, esfirra que ela aprendeu cu Daniel Borck, bolachinha que ela aprendeu ca Ana Maria Braga e aprendeu a dar o ponto ca PaRmirinha.Só sei que tava bão demais.
Contamos uns causos,a Edna perguntou um tanto de coisa para a Flávia: _Quantos fio cê tem? _Três e já casados.E tenho netos. _Nasceram de parteira? _Tá usano parteira mais não, tudo no hospital. _Nossa! Cê tá tão nova! Ela tá muito conservadinha, num tá,Roberto? _Demais da conta.Viche!!! _Eu tô é cum pobreminha no carretelzinho da coluna. _Mas tirando o carretelzinho fica tudo bão,né? _Eu não posso tirar o carretelzinho, não, tá doida? _Eu quis dizer assim,fora esse pObReminha,de resto tá tudo bão? _Tá.
Edna falou que tinha duas filhas,Roberta,Renata, neto e enquanto a prosa fluía eu ia expimentando as quitandas, tinha hora co experimentava quatro, cinco vezes cada tipo. Foi uma tarde muita gostosa e eu até queria ficar pra janta, mas a Flávia arrumou uma falação que queria ver o fim da novela repetida e aí ficou muita coisa sem prosear e sobrou muito trem de cumê.
FOI um prazer passar a tarde com vocês, Edna do Dute, Roberto da Ninfa Costa e Flávia do Gastão. Acabei comendo muito, apesar de ser de pouca comida, acabei, de certo, ganhando um quilinho a mais, eu gosto de conservar.
Beijinhos no ombro e carinho nas maritacas, baaaaay!!








