Os Dramas da Paixão!
Texto;Wenceslau Ávila
Não sou um cinéfilo. No entanto alguns filmes marcaram minha trajetória em cinegrafia. PICKPOCKET, do cineasta francês Robert Bresson marcou minha adolescência nos anos 1960. Mais recentemente “Lendas da paixão”, pela grandiosidade dos cenários e muito também pela pertinência do tema me chamou a atenção. Neste Brad Pitt, em seu início de carreira, fez a diferença. O tema: a paixão! Sem época e sem lugar a paixão é um tema que desafio o bom senso, a lógica e por isso mesmo foi assunto para escritores, poetas, teatrólogos em todas as e´pocas de nossa história. E em Guapé? Também. Curiosamente no livro do nosso saudoso Dr. Sano, nenhuma menção a eventos e/ou tragédias em nossa cidade. Mas que existiram, existiram. Ninguém poderá negar. Faço aqui o registro de alguns dramas que marcaram nossa sociedade, principalmente até os anos 1960. Mais recentes ainda Guapé, sem guerra, os motivos são menos nobres, se é que para a paixão seja necessário motivos nobres. ´E paixão e pronto. Vocês leram recentemente, neste mesmo espaço, a história da jovem que pulou da ponte Melo Viana em uma madrugada de junho – por amor ou pela falta dele! Sabemos também da história do soldado que, em uma tarde de domingo, abandonado pela “amante”, no interior do sobrado, que era a cadeia de Guapé, um pouco antes do correio antigo, com uma espingarda disparou algumas balas contra o peito, por amor ou pela falta dele. Em amor, ou melhor, com as paixões os defechos, são sempre trágicos. Pelos lados da Jacutinga, já nos anos 1970,os mais velhos irão se lembrar do triste fim de um pai de família, covardemente liquidado, pelo concorrente, que não aceitava concorrência. Somos igualmente testemunhas de casos, onde, de novo, pais de família perderam a cabeça e se entregaram à sua paixão e o resultado foram, além da morte do casal, doenças e por fim o exílio, seja em hospitais, seja em casas de cura e nunca mais voltaram para suas casas. Do alpendre da minha casa, quantas vezes vi passar, da cadeia pra casa e da casa pra cadeia, outra vítima da paixão (ou seria ciúmes) incontrolável. Houveram outros. A paixão incontrolável, sem medida não serviu e nunca servirá a ninguém. Quem nos ensina sobre os homens são os próprios homens!




