1 de dezembro de 2019

O ARTISTA PAULO DA GÊRA

Já postei tantas vezes o Paulo da Gêra no ''Bão de Prosa'' e sempre em cenas teatrais.Era naturalmente um comediante pronto para o palco hora que chamasse,ensaiado ou improvisado. Sentia uma satisfaçã

O ARTISTA PAULO DA GÊRA

Já postei tantas vezes o Paulo da Gêra no ''Bão de Prosa'' e sempre em cenas teatrais.Era naturalmente um comediante pronto para o palco hora que chamasse,ensaiado ou improvisado. Sentia uma satisfação absurda e nossas risadas aconteciam já no convite, nos combinados, em tudo, era dez.A responsabilidade dele era tanta que a gente ria. Hoje bateu asas e posto momentos dele em teatro, nunca recusou um papel e se tinha prêmio do melhor,nunca aceitou perder,o que era muito engraçado,queria saber onde errou e ganhando o primeiro ou segundo lugar, era campeão do mesmo jeito.Parabéns era a noite inteira.Ele ficava dias esperando o momento, preocupado com a roupa de apresentação, corria atrás, tão pontual nos ensaios que chegava muito antes. A chegada no camarim era muita risada, dar os toques e retoques no ator dava gosto,sem falar que quase enlouquecia a Glória, teve uma vez que foi tirar uma soneca para brilhar a noite e marcou hora pra ser acordado,a Glória atrasou 10 minutos,ele quase derrubou a casa, parecia que era compromisso com a Rede Globo.Paulo amava teatro,nos bailles da terceira idade de minha mãe ele era estrela sempre.Foi feliz, muito feliz, sem falar que se achava o mais bonito sempre e ele era muito elegante e educado, o que tinha muito orgulho era de seus olhos azuis.Tinha orgulho dos filhos,a Glória sempre conta passagens interessantes dele. Que ele tenha aplausos no céu! O Sô Rei mudou de palácio.

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PRIMO RECORDANDO APELIDO

Texto:Walquires Tibúrcio.

O ''SÔ REI''

Foi na fazenda do meu padrinho Antonio Batista, marido da tia Gêra. Noitinha com chuvinha miúda os meninos resolveram fazer um teatrinho. Cada um tinha o seu papel. A Ivone era a bela filha que os inimigos do rei queriam raptar. O Paulo era o rei. Lá vai entrando ele com um pelego vermelho nas costas, o manto real e agitando nas mãos o cetro, símbolo do seu poder, reles cabo de vassoura. Ao dar o grito para espantar os inimigos , solta, junto com ele, o maior pum que já foi ouvido naquelas bandas. A assistência gritou em coro : " o Sô Rei peidou", " O Sô Rei peidou" . Ficou o apelido para a vida inteira: SÔ REI. Hoje ele nos deixou, lá se foi o querido Paulo da Gêra repartir com São Pedro o reinado do céu. .................... .................... ....................

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— Soninha
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