MARIA! MARIA! UMA LINDA POESIA!
HOJE essa tela é pra falar dela. M A R I A. Um doce de ser humano, éramos três amigas e muito carinho. Maria, Ronilda, Soninha. Morávamos na mesma rua. Segredinhos sob a mesma lua, como a lua, éramos de fases, afinal, adolescentes.
Cadê a Mariaaaaaa? Tá no céu. Cadê a Ronildaaaaa? Tá em BH. Cadê a Soninhaaaaa? Tá a cá pa contá.
Tá aí Maria e Ronilda num domingo na Cidade Nova fazendo pose para uma linda lembrança. Tá aí Maria e Soninha num domingo em nossa praça fazendo pose para uma linda lembrança. Belo registro de amizade adolescente. A gente entornava ilusão. Na Praça Passos Maia a gente era feliz. Nos bailes do Clube dos 70 a gente era feliz. A vida pra nós era sonho e tinha gosto de festa.
E a Ronilda foi com a família para Belo Horizonte, levou nóis na mudança, não no caminhão, mas no coração. A Ronilda nóis puxou do caminhão como lembrança para o coração.
QUANDO conheci a Maria?
QUANDO minha família veio do meu Arraial aqui da outra banda do Rio Grande, do Araúna, de mudança pra cidade. Ainda deu tempo da gente brincar de circo, ela inventou de cobrar um palito de fósforo no ingresso, lembro-me bem do portão por onde a molecada entrava, não fui artista, fui platéia. Nossas casas eram vizinhas na Cidade Antiga quando por um ano moramos na esquina perto do Ribeirão da Água Limpa, antes da enchente deixar as águas sujas e mudamos para a esquina da Rua do Buracão. Eu e Maria estudamos na mesma época e vizinhamos de novo na Cidade Nova.
COMO era Maria?
ENTÃO, era poesia. Uma pessoa linda, doce, suave, simples, alegre. Maria era a calmaria na família do Lazinho Martins e convivi muito na casa da bondosa, bonita e risonha Vandelina, era lá que a gente ria muito quando o Lazinho viajava, era um rindo do outro, era muito divertido, mas quem comandava os esparolados era Maria. Ela e a mãe dava rumo pra molecada custosa que só silenciava quando o caminhão do Lazinho estacionava.
Ê, Lazinho custoso! Ela acalmava o pai muitas vezes.Tudo que as filhas faziam, todo passeio, qualquer Brincadeira Dançante era motivo de braBreza. Durante o dia numa festinha na casa do Bolão, o Lazinho parou o caminhão na esquina com um reio na mão. Vazou todo mundo.Isso foi piada das boas, como rimos.
ASSIM, desse jeitinho bondoso ela foi moça, assim continuou no casamento com o Weiller, o Nenen do Hélio Amaral e assim ela foi muito amada e juntos criaram suas lindas filhas Amanda e Ingrid, em Boa Esperança e depois Guapé, e assim continuamos amigas.
FOI pro céu ainda jovem, mesmo doente a gente ria nos encontros, menos no último, foi quando o Nenen me buscou na escola para a despedida, foi o tempo de chegar, segurei sua mão, eu disse, Maria, tentou me olhar, ela já estava indo e assim, em volta dela a família assistiu sua partida.
E HOJE?
MARIA MARTINS é uma linda lembrança para Nenen, Amanda e Ingrid, só não conheceu os netos João, Guilherme e Pedro. É lembrança para todos que a conheceram. Ronilda quis muito que eu postasse a foto delas, eu quis muito postar a minha e as nossas separadamente, já com 20 anos + ou -.
Em seguida de nossas fotos a postagem de sua família. Ela é muito lembrada na cidade, foi muito amada. Ah! Esqueci de dizer que era engraçada e que até do que foi tristeza pra ela era motivo de piada, ela ria. Ah! Fui madrinha de casamento da dupla, eu e Zé Rogério. O presente foram duas estátuinhas de gesso pintadas de dourado.
Na verdade estou postando amor. Amor por Maria.









