DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM GUAPÉ
Texto de: Wenceslau Ávila
...A excursão na escolinha do primário, também fez parte da minha história!. Nos tempos atuais os costumes, os nomes ficaram mais pomposos, agora é o dia do “estudo do meio (ambiente)” quando as escolas reservam um dia (ou mais) e “saem a campo” com seus alunos. Eu fiz isto, ainda no final da 1ª. metade do século passado e lá, chamávamos de o “Dia do Pique Nique” da escola. O ano era 1956, considerando que eu tinha entre 7 anos e meio e 8 e meio, na escola rural que vamos chamar de “Zé Lau” já que fora meu pai que empreendeu as ações para conseguir junto a prefeitura de Guapé. Lembro-me ainda do dia em que o Cantino, fiscal da prefeitura esteve em nossa casa, ali no canto da sala, um homem alto, meio careca. Cantino era marido da Dona Maria Geralda e irmão do Quinho. Pois bem, já naquela época tinha um dia em que os alunos saiam para o tal pique nique da escola. Toda a classe, com ar festivo, ajudava na preparação do pique nique: biscoitos de polvilho, laranja "iôa" espremida (suco), bolo de fubá e pães de queijo, certamente alguma goiabada e tudo colocado sobre um forro de mesa estendido no chão, debaixo daquele pé de jatobá, no planalto que antecipa a entrada para o “Capão do Barspo” (seria balsamo!) e daquela água cristalina, que eu adorava beber, deitado de bruços, as mãos nas laterais e quase me afogar ingurgitando aquela água fresquinha com sabor de vida Todos os alunos sentados, em volta, tinha uma reza e depois era uma felicidade só! Era o período da tarde de um dia com sol mas não muito quente. Terminada a "festa" todos voltavam alegres e falantes, a maioria fazendo de tudo para ficar o mais perto possível da professora, apesar do "trilho" que só comportava uma pessoa por vez!





