Caros amigos leitores do Bão de Prosa, Hoje completa 100 dias que Dona Sônia, nossa redatora, diretora, PROFESSORA, cronista, minha amada Mãe, nossa querida Soninha, virou anjo, bateu asas e voou! E nem nos despedir ela deixou... Já dizia alguém, não sei quem... "Saudade é o azar de alguém que já teve muita SORTE", e é isso: essa saudade um dia foi sorte, sorte de tê-la por perto! Sorte de quem ela homenageou, sorte de quem ela ensinou, sorte de quem sentia em suas palavras a verdade e amor ao próximo, mesmo que esse não estivesse tão próximo. Soninha se fez presente: nas recordações, na história, na cultura, nas escolas, na vida de inúmeras pessoas de bem, que, assim como muitos brasileiros, conseguem enxergar a beleza da vida nos detalhes! Na música, na poesia, no sabor, no amor, no cantalorar! Soninha era de corpo e alma, sua mente era um longa-metragem, pendia para comédia e tinha espaços para pequenos dramas, mas que logo passavam, e os risos voltavam. Não esqueço o dia, talvez um dos dias mais difíceis que passei na minha vida, onde busquei seu abraço que me curava. Com poucas palavras, ela disse: — "Caio, isso tem solução?" — "Não, Mãe." — "Então já resolveu." Isso mudou minha vida. Existem coisas na vida que não têm solução, assim como a partida de quem nós mais amamos, e temos que seguir em frente, sorrindo, lutando e sempre, sempre tentando enxergar o que de mais singelo a vida tem a oferecer. Porque, quando chegar no final do nosso longa-metragem e passar o filme na nossa cabeça, nos despedimos com gratidão por cada cena vivida. A vida e obra da minha linda Mãe não está acabada. Ela ainda deixou muita coisa, que espero um dia poder compartilhar com todos. Deixou um livro com seu amigo, deixou músicas escritas com outro amigo, deixou um filme comigo, e muito amor espalhado por aí — e, se Deus me permitir, quero dar asas para sua imaginação. Nada será igual sem ela, pois ela era única, feLomenal, incomparável, inenarrável, indiscutível, amorosa e bela, que só ela. Mas só enquanto eu respirar, vou me inspirar em você, e preservar sua memoria.
E aos amigos leitores do Bão de Prosa, aquele abraço apertado, bem apertado mesmo, pois, depois de minha querida Soninha se reinventar tantas e tantas vezes na vida, foi nessa página, dessa pessoa boa de prosa, no seu quartinho, que mais uma vez ela mostrou que podia — podia alegrar a vida das pessoas com palavras e imagens! E alegrou, por muito tempo, muitas e muitas pessoas! Que sorte a nossa!
E você conheceu a Soninha onde? Quando? E se é fii de quem? Por onde andas? Que lembraça boa se tem da dona Sonia?
Fiquem com Deus, e que sua vida seja leve e doce!
Até logo!









