20 de fevereiro de 2017

A HISTÓRIA MOLHADA DA FAMÍLIA DE OTÁVIO

Chegou de Piumhí um fiscal bonitão e que tinha estudado farmácia em um escola do Rio de Janeiro, fiscalizou as moças da cidade e seu coração escolheu para se apaixonar,uma das mais bonitas, a morena M

A HISTÓRIA MOLHADA DA FAMÍLIA DE OTÁVIO

Chegou de Piumhí um fiscal bonitão e que tinha estudado farmácia em um escola do Rio de Janeiro, fiscalizou as moças da cidade e seu coração escolheu para se apaixonar,uma das mais bonitas, a morena Maria Amaral.E a elegância do casal é demais.O topete dela,o terno impecável dele,incrivelmente lindos.

Era filha de Lizandro,irmã do Hélio, Odélio, Célio,Ivone.Namorou, casou,daí nasceu a Cleide e depois a Teninha e foram morar em Capitólio.Lá rendeu mais, nasceu Madalena,Terezinha,Leo, Nádia e a Teninha me disse que com dez anos voltaram pra Guapé já com seis chorõezinhos e daí, aqui rendeu mais, nasceram mais dois, o Tonico e a Elemy.

Otávio comprou a casa e a farmácia do senhor Chiquinho Ávila que resolveu mudar para Lavras.A vida estava muito boa, ele não conseguiu registro do diploma,mas não era problema,entendia da profissão e não era exigência na época.Era muito querido na cidade.

A moçada de Otávio e Maria sempre fez muito sucesso em Guapé,despertou muita paixão.Eram muitas serenatas, namoros na praça, bailes no Clube dos 70.Assim a vida da família seguia lindamente e em paz.O tio da moçada vinha muito,morava em São Paulo,era violinista. Tudo era alegria, tudo era esperança, tudo era ilusão na vidinha quieta da antiga cidade.

Mas..................................Aí.............................chegaram as águas de Furnas..........................E aí.........................Muito desabou.Otávio construiu essa bonita casa na praça, embaixo era a farmácia, moravam no segundo andar.

Só que Guapé não era mais a mesma, centenas e centenas de famílias foram embora e noventa por cento da população que ficou vivia numa pobreza extrema, sem terras para plantar não havia colheita e tudo ficou extremamente triste e sem vida.A Teninha conta que nem remédio de dor de cabeça vendia e apesar de contrariado o seu pai foi obrigado a a se mudar com a família.Foram para Ribeirão Preto.

Foi mais uma família que a água levou mesmo tendo resistido enquanto deu.É difícil calcular o que foi viver em Guapé logo depois da tragédia.Essa família querida é sempre lembrada e tenho certeza que levaram muito daqui no coração, onde viveram a infância e a mocidade.

D.Maria, Otávio e Terezinha já viraram anjos. Essas águas mudaram o rumo de muitas vidas.

E um salve para D.Maria do Otávio, filhos,netos! E que viva a saudade nas lembranças que ficaram!

.............. ISSO TAMBÉM vai para meu site Bão de Prosa, juntar-se a outros registros que guardo já há dois anos.

PessoasMariaTerezinhaRosaRosa
LugaresGuapéClube dos 70FurnasCapitólioRibeirão Preto
TemasFamília e CasamentoBailes e FestasCidade Velha (saudade)
— Soninha
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