A HISTORIA DO MEU JEITO!
Wenceslau
Algum tempo atrás Cabral aportou em algum lugar da Bahia. Mal desembarcaram, levas de portugueses esfomeados desabaram a correr atrás das indiazinhas, entre galhos, urtigas e espinhos. Foi um Deus nos acuda, tanto que o padre de bordo mandou celebrar uma missa! Outras caravelas chegaram. Botaram os índios pra trabalhar. Preguiçosos e indolentes tiverem que substituí-los por negros africanos, mais robustos. Em Portugal fazia-se a festa: madeiras, ouros, esmeraldas, etc. Com o passar dos tempos as coisas foram minguando mas a corte queria sempre mais e a situação da colônia foi ficando insustentável: o arrocho continuou igual ao da Dilma nos dias atuais onde os impostos já chegam a 40% da renda do país. Na época ultrapassou os 50% e aí a coisa estourou de vez, como irá acontecer aqui. Tiradentes, este mineiro que não tinha nada a ver com politica, não se conteve. Sobrou pra ele, pobre “arrancador de dentes”: arrancaram-lhe o pescoço. Sabe-se que a selvageria continuou: o senhor explorando o escravo, a politica explorando o cidadão, e a vida seguiu seu curso. Século XXI: Brasília substituiu Lisboa, a corrupção nos surrupia como o antigo arrecadador de impostos e políticos nordestinos, como os coronéis do passado exploram seu povo, compram seus votos e mantêm seus estados em estilo feudal ou clientelista como as tribos africanas – veja Maranhão, Alagoas ou Piaui. Onde quero chegar? – Não sei muito bem, a não ser que isto aqui não tem solução, pelo menos para os próximos cinquenta anos ou seja mais duas gerações. Bom final de semana!



