A GENTE ESQUECE QUE O RELÓGIO PARA
Assim é o relógio da vida também, demorei muito para postar a poesia que o Chalube me enviou, isso há uns oito meses, agora não está mais aqui para ver, ficar feliz, e eu, muito arrependida da demora. A folha sempre aqui sobre minha mesa, nunca saiu, mas ele agora saiu da vida. Vai agora como homenagem.
De Weister Gonçalves Amaral...
TALENTO Representando com graça A história de um palhaço Que ocupa um espaço No mundo de uma criança!
Pode se colorir Nos ensinando a encenar Fazendo a gente rir Quando o show começar.
Nascido de uma arte (ser) Dotado de talento Começa o primeiro ato De que fazemos parte (viver)
Decorando o monólogo E também o diálogo Do argumento realista Da nossa vida de artista.
Weister, o Chalube, era deslumbrado com nossa paisagem, observava muito e contemplou um certo desenho, um corpo de mulher no contorno do topo da serra onde o sol desce a tarde aqui em Guapé e apaixonou-se pelo que via, e via também ali a possibilidade até de chamar o ‘’Fantástico’’ para filmar, e assim Guapé virar um grande sucesso nacional por esse algo mais na paisagem. Daí me levou aqui na esquina para observar, queria o desenho no papel, Gilséia que já bateu asas fez isso, ele me trouxe, olhei, disse pra ir em frente, mas senti que queria algo mais para coroar sua visão, mostrou o contorno para várias pessoas, só que não nos encontramos mais, então, não sei no que deu seu projeto. Só sei que ficava horas observando essa mulher deitada no alto da serra. De certo agora, lá do céu, vai continuar observando sua mulher, só que de um outro ângulo. Quem sabe lê sua poesia aqui no ‘’Bão De Prosa’’... É, o ponteiro parou para ele. Durma em paz, Chalube!
(Caso Algum Fotógrafo Observador Encontre No Contorno Da Serra Onde O Sol Se Esconde, ''A Mulher Do Chalube'', Clic E Me Mande A Foto.)







