A CASA DA ESTRADA
Fica ali na encruzilhada, logo ali, onde tem uma banda que segue para Ilicínea e outra banda que segue para Pimenta.E lá, bem no morrinho do lado direito, a casa da Fazenda do Doza, onde a dona comandou por longos anos a cozinha, o quintal, os quartos, a sala que sempre recebia visitas e criou um tantão de branquelinhos, os seus FIOTINHOS que foram crescendo e pra lá, em redor da sainha da pequetita, começaram a levar um tantão de netos.Quantos aos fiotinhos,era cada um mais branquinho que o outro, isso porque puxaram pra banda da mãe,uma branquelinha pequena, alegrinha,muito graciosa.De nove em nove meses a Sá Dionísia parteira puxava um branquelinho pela perna.Há mais de oitenta anos destampou a aparecer um molequinho por ano, na mudança de lua. Nasceu a Tereza,Inês, Zezé, Emília ''que já virou anjo'',Maria,Lenir,Leônia que já virou anjo,Paulo, Darcy e Ana Maria e essa estudou comigo,a Naná do Doza, uma linda loirinha.Uma imensa família muito amada em Guapé e que dividia o tempo na casa da roça e na casa da cidade.Certamente possuem doces lembranças de quando eram crianças, da mocidade e de todas as andanças.Os netos são cheios de histórias e certamente, como os tios sentem saudade de um tempo que não voltará mais, mas tiveram o privilégio de conviver com a AURORA DE SUAS VIDAS e sentir o mel de uma doce senhorinha pequenininha até ela completar 88 anos e virar anjinho. Agora Naná, a filhota caçula de D.Aurora já é vovó de uma lindinha que recebeu o nome de AURORA. Roubei as fotos da Naná como é de meu comportamento, fotos de um encontro dos irmãos em Guapé,lá na Pousada Bella Minas e roubei também um poema escrito em um dos aniversários da chefe da família. UM SALVE PARA A FAMÍLIA!
" AURORA"
Numa pequenina e linda cidadezinha, Num forte e rigoroso inverno No nascer do sol um brilho que se parece ouro Aurora, "aurum" que brilha como ouro A deusa romana da manhã.
De pele alva como a neve Duas pequenas e lindas turmalinas Douradas e pequenas madeixas Davam o suave e belo contorno A um angélico rosto que tem no sorriso A incumbência de trazer O brilho dourado da aurora.
A quarta filhinha de uma numerosa familia Daquelas que a modernidade não permite mais A quarta dos sete irmãos O pai, um maestro...João Baptista A mãe, do lar, e que lar...Emília.
Aos sete anos uma dor imensa Traspassa-lhe o coração Perde a doce mãe E ganha um paizão Como bom maestro que era Encontra nas sete notas musicais Harmonia e leveza Para conduzir os sete dons Que Deus lhe confiara.
Aurora desponta no raiar da juventude Menina de doce olhar Sapeca, lepida e brincalhona. Aprende cedo a dar carinho aos irmãos Em suas mil e uma travessuras Encontra tempo para dedicar a sua pequena Leta Fala com o mesmo carinho da Ricota, Dão, Toinho, José, Bingo e claro da pequena Leta.
Aurora cresce em sabedoria e graça. Chega a hora dos namoricos Apesar de primos, eram distantes Encontra seu amado e belo par.
Fazem planos, casam e amam.
É a Bodas de Canaã, muito vinho. Leopoldo, Dosa, papai, paizão. Aquele prometido desde a eternidade Casamento? Conheci um de verdade. Cinquenta e dois anos comemoram Puro amor e cumplicidade Afetos, carinhos, rusgas. Tudo que faz parte da vida de dois apaixonados.
Ventre fértil e abençoado Logo vieram os frutos. Sem ultrassom a espera era delícia. Nasce o primeiro rebento A forte e robusta Tereza, A primeira de uma longa história. Inês, doce Ignes, romântica. Emilia, nome da avó, eternidade. José, Ah José! O primeiro menino Há quanto tempo não foi desejado? Maria, a presença da mãe se Deus Tinha que ser ela. Paulo, Saulo, caiu do cavalo Quem apostou em mais uma menina. Leonina, doce e meiga, a outra avó. Lenir, forte, guerreira, uma linda mulher. Darcy, ah! Posso dela muito falar Brincar, brigar, quer coisa mais própria De quem gostar?
Aos pequeninos que me antecederam Que pela graça de Deus Tão cedo foram colhidos no céu Toninho e Joãozinho, Maria das Graças e de Fátima Amor eterno! Eu, Ana Maria, extremamente agraciada com a mãe e avó de Jesus. Olho de longe pela janela do tempo, Contemplo e absorvo cada gota do sumo, Que dessa saborosa lembrança possa ter.
Amada mãe, árvore de bons frutos. Na Sagrada Escritura diz Que somente os abençoados chegam aos cem. Bem aventurado é o ventre que te trouxe Garantindo muitas e muitas gerações.
Assim diz o Pai: Filha veja teus rebentos, Veja teus talentos... Ensinaste-nos mãe
A somar no amor A subtrair na dor Os problemas dividir E a esperança multiplicar.
Ah doce mamãe! As noites de sono A lida sem fim O cansaço embutido A oração noite adentra...
Quanta liçao querida mãe! Meu coração é pequeno Para abraçar todo esse encanto... Seria preciso dele fazer um oceano Para navegar neste mar de amor.
Mamãe, não tem palavras, gestos Que expresse todo esse amor Dedicamos a ti nossas vidas Enquanto forem vidas bem vividas Buscando em ti o exemplo Da força pela vida e Coragem,suavidade e mansidão. Firmeza, pureza e verdade. Respeito e temor a Deus. Amamos-te doce e amada mãe, amada avó, amada sogra. Parabéns hoje e sempre!
Naná
E BOAS VINDAS A NOVA AURORA!!!.









